quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Minha vivência como estagiário de patrimônio no Museu Capela Instituto Anchietano de Pesquisas/Unisinos

Texto e fotos: Fernando Roque – graduando do curso de História da Unisinos

ESTUDANDO A COLEÇÃO DE MISSAIS COM O COLEGA ERIC FRANZ

O que é um Missal Romano?
Os Missais Romanos são livros que orientam – determinam - o calendário gregoriano cristão e católico constituindo-se em diferentes instruções - regras - de celebrações e solenidades, tanto para os presbíteros quanto para os fiéis. O acervo que se encontra atualmente no Instituto Anchietano de Pesquisa (IAP) está composto por 303 exemplares e há diferentes apresentações das obras que oscilam desde os opulentos Missale Romanum, produzidos pela editora germânica Pustet, a partir do ano de 1840, ou seja, antes do Concílio Vaticano I (1870), aos produzidos pela Editora Vozes, Petrópolis, RJ, a partir do Concílio Vaticano II (1960), que passa a permitir as edições em Português.
Missale Romanum, capa em couro auto-relevo, bordas das folhas em ouro, impresso na cidade de Ratibosnae, atual Alemanha, pela editora Friedrich Pustet, no ano de 1890.

Missale Romanum. Encardenação em couro, travas laterais em metal, bordas das folhas em ouro, impresso em Barcinone – Barcelona, editora: Litúrgica Española, 1922.



Missal Romano, versão simples, capa em papel, impresso pela Editora vozes, RJ, no ano de 1972.

*Veja complementação no texto do colega Eric Franz


segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Minha vivência como estagiário de patrimônio no Museu Capela Instituto Anchietano de Pesquisas/Unisinos

Texto: Geraldo de Carvalho Santos – graduando do curso de História da Unisinos

SÃO MIGUEL ARCANJO MISSIONEIRO
Durante duas semanas do mês de novembro de 2016, me vi na contigência de realizar uma pesquisa histórica no Instituto Anchietano de Pesquisas cujo tema se desenrolaria a partir de três imagens de São Miguel Arcanjo que depois de transitarem por ignotos caminhos foram adicionados ao precioso acervo do Museu Capela do Instituto Anchietano de Pesquisas/Unisinos, em São Leopoldo.
Meu primeiro contato com aquelas estátuas foi frio e, aparentemente sem sentido. Sabia, porém, que aquelas imagens, que atravessaram três séculos, percorrendo caminhos imprecisos, traziam em si uma história de significados e representações. Eram símbolos que ainda hoje carregam, na dureza de sua madeira, a materialização da vontade humana, da inteligência humana e, sobretudo, da resistência às iniquidades dos homens e da maldade de seus espíritos (veja as imagens da postagem anterior, em 11/10/2016, que fala de São Miguel).
A lança na mão direita do Arcanjo, fincando de morte o dragão de maldades, enquanto seu corpo era esmagado pelos sagrados pés de São Miguel e, a balança na mão esquerda – símbolo de sensatez, equilíbrio e justiça – atestam, com muita retidão, o significado das lutas dos Guarani e Jesuítas contra a desarrazoada determinação dos homens maus, sequiosos por submeter a sua vontade, um povo que poderia ter sido muito feliz.
O transcurso da pesquisa me levou à outras questões que, embora sejam históricas, parecem pertinentes a uma distinta ordem de considerações que, de toda a sorte, ainda assim, enriquecem o significado daquelas imagens. Estou me referindo em particular ao Movimento Barroco, com sua estética bruta, com a incontida manifestação do espírito criador a se afirmar, na imprecisão das suas formas, dos seus volumes e das suas cores, como algo vivo e pulsante, como testemunho de vida de umas gentes de um determinado tempo, mas sobretudo como um alentado exemplo para os dias de hoje.
Não tenho como avaliar se o resultado da minha pesquisa foi positivo ou não, mas, fica muito viva a sensação de ter feito um trabalho, que por força de causas contrárias à minha vontade e a minha capacidade, se mostra incompleto e, por isso mesmo, é possível que a sua importância tenha ficado aquém da minha vontade.
Não posso deixar de agradecer ao padre professor Dr. Pedro Ignácio Schmitz e a sua equipe do Instituto Anchietano de Pesquisas, pela colaboração e pela paciência que tiveram comigo durante a confecção do meu trabalho.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Minha vivência como estagiário de patrimônio no Museu Capela

Instituto Anchietano de Pesquisas/Unisinos

Texto: Michel Leite – graduando do curso de História da Unisinos

PADRE INÁCIO DE LOYOLA

Patrimônio cultural é o conjunto de bens materiais e/ou imateriais, que contam a história de um povo através de seus costumes, comidas típicas, religiões, lendas, cantos, danças, linguagem superstições, rituais, festas, imagens e esculturas. Através do patrimônio cultural é possível conscientizar os indivíduos, proporcionando aos mesmos a aquisição de conhecimentos e sentimentos para a compreensão da história local.

Neste trabalho conheceremos mais sobre a estátua do padre Inácio de Loyola, que se encontra no Instituto Anchietano de Pesquisas, na Universidade do Vale do Rio dos Sinos, e é sinônimo de um exímio patrimônio cultural.

Padre Inácio, de nome Íñigo López, nascido em 31 de maio de 1491 em Loyola atual munícipio de Azpeitia, fazia parte de um grupo de espanhóis de muita autonomia e de identidade forte chamados de bascos. Inácio era o mais jovem entre seus treze irmãos, de uma família nobre. Viveu longas jornadas como militar por muitas vezes prejudicando sua saúde em combates, motivo que o levou aos 26 anos a dedicar-se a espiritualidade, na missão de descobrir como ser santo, como se tornar um santo, deste modo foi notória para Inácio a necessidade de estudar, abandando a carreira militar se mudou para estudar na universidade de Alcalá na Espanha, mas não estando satisfeito com o conhecimento ali adquirido, migrou para Paris onde inicia juntamente com mestres em letras e outros nobres a ordem da Companhia de Jesus, conhecidos como Jesuítas. Inácio era o líder, seu desejo e projeto de evangelização se inicia com sete pessoas, entre elas Francisco Xavier que mais tarde ficaria conhecido por suas missões no Oriente.

Aprovados pelo Papa Paulo III em 1540, o Padre Inácio é solicitado a enviar missionários para América, a exemplo do Brasil, onde exerceram um importante papel no inicio do processo de conversão dos indígenas durante a época colonial. Os Jesuítas se caracterizam na divisão por classes, constituindo os Legítimos (Profécios), os sacerdotes (colaboradores espirituais) e os irmãos (administradores das casas sem muita formação). Eles contribuíram com ensino nas regiões por onde passavam, auxiliando diretamente na fundação de varias cidades e construindo colégios em diversos pontos dos territórios de missões, integrando uma rede Jesuíta de educação. Após a difusão dos Jesuítas o Padre Inácio migra para Roma dando continuidade à administração da ordem coordenando e organizando de maneira geral todas as regras.

Nas missões a arte estava a serviço da catequese e do enaltecimento, não apenas dos santos da igreja, mas também dos fundadores da ordem jesuíta. Caracterizado por uma forma de execução coletiva, fato que pode ser observado na construção das esculturas, por encaixes de partes modeladas separadamente, em grande parte importavam peças da Europa para conclusão de algumas obras, de modo que pudesse servir de exemplo para os artistas indígenas. Fabricavam esculturas sacras geralmente de madeira policromada, esses serviços eram realizados junto ao colégio onde ficavam as oficinas, neste local eram trabalhados a madeira, os metais, o barro, o couro, o algodão e os pigmentos.

A construção da estátua do Padre Inácio de Loyola tem como fiel escultura o seu rosto, feito a partir de sua máscara mortuária, com detalhes para suas roupas de trabalho e fisionomia autêntica que retrata a sua figura como um herói fundador, homem de muito trabalho, dedicado à obra de Deus e a organizações sociais, objeto de culto e reverência. Esta estátua é sem dúvidas uma exemplificação de definição de patrimônio cultural, para qualquer pessoa que possa ter a oportunidade de conhecer sua história, estudar e entender sua importância para os Jesuítas, para as universidades e escolas organizadas e formadas pela ordem em muitos locais no Brasil.

Compreendendo a dedicação deste homem de revelar sua paixão por Cristo e pelo reino de Deus através da evangelização, é claramente manifesto que o Padre Inácio construiu um legado com suas obras que colaboraram para o desenvolvimento de diferentes povos, cidades e nações, e que a partir deste movimento passaram a ter acesso a novos conhecimentos e a novas perspectivas de vida. A importância da fundação Jesuíta e a sua iniciativa na história missioneira é motivo de respeito e admiração em todo mundo.



Estátua do Padre Inácio de Loyola no Museu Capela. Foto: do autor

Referências                                      
MALAGOLI, Ado. Museu de Arte do Rio Grande do SulMARGS. 2000
BRUXEL, Arnaldo. Os Trinta Povos Guaranis – Panorama Histórico institucional. 1978
http://coral.ufsm.br/ppgppc/ - Acesso em 20.11.2016

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

NOITE FELIZ, É NATAL, NASCEU JESUS

Iluminura da missa de Natal de Missal Romano de 1923, do Museu Capela.


Stille Nacht, heilige Nacht,
alles schläft, einsam wacht
nur das traute, hochheilige Paar.
Holder Knabe im lockigen Haar,
schlaf' in Himmlischer Ruh',

schlaf' in himmlischer Ruh'!


A poesia, que em sua versão original acima, ou no vernáculo brasileiro do ‘Noite Feliz’ embalou o Natal de muitas gerações de nossos antepassados e também a infância de muitos de nós. 


Pastor de um presépio missioneiro, exposto em nosso Museu Capela

O presépio foi criação de São Francisco de Assis, em 1223, para tornar visível a história do nascimento de Jesus num abrigo de campo onde pastores alimentavam seus animais. Na solidão da noite com a presença dos pais, dos pastores e dos mensageiros divinos nasceu-nos um Salvador. Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos Homens de Boa Vontade. 


FELIZ NATAL. 2017 COM SAÚDE, EMPREGO E AMOR.

Texto Pedro Ignácio Schmitz
Imagens acervo IAP



quarta-feira, 30 de novembro de 2016

A IMACULADA NO MUSEU CAPELA

A denominação: O título de Imaculada Conceição para Maria corresponde à declaração da Igreja Católica de que ela, em previsão de se tornar a mãe de Jesus, Filho de Deus, desde a sua conceição esteve livre de pecado, inclusive do pecado original no qual nascem todos os humanos.
A veneração: Dia 8 de dezembro é a festa de Maria sob a denominação de Imaculada Conceição, de Imaculada, ou simplesmente de Conceição. Ela é titular de muitas igrejas e santuários, inclusive do Santuário de Nossa Senhora da Conceição Aparecida. Inúmeras mulheres levam o nome de Maria da Conceição ou simplesmente Conceição.
A forma de representação: Sob esta denominação Maria costuma ser apresentada vestida com uma túnica branca, um cinto e um manto azul, em atitude de oração com as mãos juntos ou os braços abertos. Ela está parada no globo sobre o qual está uma serpente, ou um dragão com uma maçã na boca, cuja cabeça ela esmaga; ela usa uma coroa de doze estrelas. Em algumas representações ela ainda tem uma grande lua (nova) sob os pés.
A simbologia: A serpente com a maçã lembra a transgressão de Eva no Paraíso, início de todo pecado. Maria esmaga a cabeça da serpente indicando que está livre do pecado original. O dragão, a lua e a coroa de doze estrelas são de João no Apocalipse (cap. 12) descrevendo o dragão vermelho (demônio) querendo devorar o menino Jesus que Maria estava para dar à luz. O Menino foi levado para junto de Deus e Maria encontrou um lugar seguro. O dragão vermelho, com seus anjos, foi expulso para a terra. ‘Apareceu no céu um grande sinal: uma mulher vestida de sol, com a lua debaixo de seus pés e uma coroa de doze estrelas sobre a sua cabeça...’




Estátuas do Museu Capela:
1. Escultura de madeira, em estilo barroco, recolhida nos Sete Povos das Missões por padres jesuítas historiadores no começo do século XX, guardada por décadas no Seminário de São Leopoldo.
2. Estátua de gesso de capela do Seminário de São Leopoldo trazida da Europa ou comprada em Porto Alegre, onde havia grande fábrica de objetos litúrgicos.
Casulas do Museu Capela:
1. Preciosa Casula do Seminário de São Leopoldo, com bordados a fio de ouro (use zoom para ver a perfeição nos detalhes), certamente trazida da Europa pelos padres jesuítas alemães e usada nas grandes festas religiosas. A Imaculada Conceição era a padroeira do Seminário.
2. Casula mais simples do Seminário de São Leopoldo, com a mesma invocação. As Irmãs Franciscanas do Colégio São José, em São Leopoldo, produziram vestes litúrgicas semelhantes a esta durante décadas.

Texto - Pedro Ignácio Schmitz
Fotografias Casulas - Juarez de Andrade/ Curso de Fotografia UNISINOS
Fotografias Maria Imaculada - Acervo IAP


terça-feira, 8 de novembro de 2016

O Missal Romano em nosso Museu Capela

O Instituto Anchietano de Pesquisas reuniu centenas de livros usados na liturgia católica, que está organizando e classificando para tornar o acervo disponível on-line. São principalmente guias para a administração dos Sacramentos (Rituais) e para a celebração da Eucaristia (Missais). Hoje mostramos um desses Missais guardados no Museu Capela do Instituto Anchietano de Pesquisas/UNISINOS.

 
Missal Romano, encadernação em couro, cantoneiras e imagem central em prata, usado em dias de festa.
Páginas internas mostrando um Prefácio, em Latim e com notação gregoriana. Tradução: Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Seu Filho, que com Ele vive e reina por todos os séculos dos séculos. Amém. O Senhor esteja convosco. E com teu Espírito.

Abertura de um missal romano tradicional com as necessárias identificações, aqui traduzidas. Missal Romano, reproduzido de acordo com o Decreto do Sacrossanto Concílio Tridentino, editado por ordem do Sumo Pontífice S. Pio, reconhecido por outros Pontífices, reformado por Pio X e tornado público pela autoridade do Santíssimo S.N. Bento XV. Edição conforme a Edição Típica Vaticana.
Regensburg. Editora de Friedrich Pustet, tipógrafo da Santa Sé Apostólica e da Sagrada Congregação dos Ritos.

A história dessas obras

Nos primeiros séculos do cristianismo não havia regras e prescrições para a celebração eucarística e a administração dos sacramentos. As circunstâncias e a inspiração do momento predominavam.

Nos séculos IV e V foram introduzidos livretos como guias para os rituais e as celebrações.

Nos séculos V-VII se criaram os Sacramentários, com fórmulas fixas que ordenavam as celebrações em conventos e catedrais.

A partir do século X começaram os Missais, com a reunião de todos os textos e orações usados na celebração da Eucaristia por todos os sacerdotes que celebravam tanto nas pequenas paróquias rurais, como nos conventos e nas grandes catedrais urbanas.

Pio V (1570) publicou o primeiro missal para toda a Igreja Romana. Modificações pequenas foram feitas por Clemente VIII (1604), por Urbano VIII (1634), por Benedito XV (1920) e por Pio XI, mas a essência ficou sem modificação. As aprovações desses papas ainda se encontram na abertura dos missais, como se vê numa das imagens acima.

Até o Concílio Vaticano II (década de 1960) a língua do ritual da Igreja Católica era o Latim e o canto, o Gregoriano, com sua notação musical específica. Com o Concílio Vaticano II a língua do ritual e da celebração passou a ser o vernáculo e o canto gregoriano foi rapidamente desaparecendo.






terça-feira, 11 de outubro de 2016

São Miguel

Anjos são mensageiros de Deus para com os homens. Os três maiores anjos são chamados arcanjos porque desempenharam tarefas mais importantes.
 Rafael é chamado o Curador, porque curou a cegueira do justo Tobias.
Gabriel anunciou a Maria a encarnação de seu filho Jesus e também anunciou a geração de João Batista, filho do sacerdote Ananias e de sua esposa Izabel.
Miguel está ligado à opção dos anjos uns a favor e outros contra Deus. Miguel chefia os que estão a favor e Lúcifer os que se opõem a Deus. Seu grito de guerra: “Quem como Deus!”

E houve batalha no céu; Miguel e os seus anjos batalhavam contra o dragão, e batalhavam o dragão e seus anjos; Mas não prevaleceram, nem mais o seu lugar se achou nos céus. E foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, chamada Diabo, e Satanás, que engana todo o mundo; ele foi precipitado na terra, e os seus anjos foram lançados com ele. (Apocalipse de João 12:7-9)


Na estatuária missioneira São Miguel é representado com vestes de soldado romano, tendo numa das mãos uma balança de dois pratos e na outra mão uma lança apontada para Lúcifer esmagado a seus pés.
A primeira escultura, na qual desapareceram, com o tempo, o corpo de Lúcifer, a lança e a balança, é de um barroco mais acentuado e se destaca a beleza do rosto do Arcanjo.
A segunda escultura, mais completa, tem o caráter de anjos mais destacado aparecendo asas tanto em Miguel como em Lúcifer.
A terceira escultura, mais simples, de vestir, certamente feita por um índio, só apresenta as características essenciais de Miguel: Lúcifer esmagado a seus pés. 
São Miguel era o patrono da Redução de São Miguel, a capital dos Sete Povos. O diabo aos pés de São Miguel  é, muitas vezes, interpretado como o bandeirante paulista, que destruiu grande número de missões.



Texto de Pedro Ignácio Schmitz
Imagens de Márcio de Mattos Rodrigues

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Homenagem a André Luiz Jacobus

André Luiz Jacobus
12 de setembro de 1957, Taquara, RS a 05 de setembro de 2016, Sapiranga, RS.
Graduado em Ciências Biológicas pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNSINOS) em 1983, Mestre em História pela PUCRS em 1996, iniciou o doutorado no MAE da USP em 1997, sem poder concluí-lo em consequência de um acidente e da doença que o acompanhou durante longos anos de sua vida. A tese, intitulada “Caçadores-coletores na Mata Atlântica: um estudo de caso na região hidrográfica da Bacia do Lago Guaíba e Planície Litorânea adjacente (RS)” era o assunto de sua vida e sobre o qual mais escreveu. O memorial que acompanhava seu exame de qualificação para o doutorado, em 2000, possui 154 páginas e representa a síntese de suas pesquisas em Zooarqueologia de grupos caçadores-coletores.
André Luiz trabalhou muitos anos em projetos arqueológicos do Instituto Anchietano de Pesquisas/UNISINOS, onde fundou o Gabinete de Zooarqueologia. Ele se tornou um dos mais ativos pesquisadores neste ramo da Arqueologia e um de seus pioneiros no Brasil.
André Luiz trabalhou 32 anos no MARSJL, em Taquara, como funcionário do Estado do RS, no cargo de Técnico em Assuntos Culturais. Foi seu curador e chegou a ser diretor por curtos períodos, de 1991 a 1994 e de 1998 a 1999. A partir de 1994, desenvolveu, junto a este Museu, o Projeto PASAP (Projeto Arqueológico Santo Antônio da Patrulha).
Muito doente, aposentou-se em novembro de 2009. Depois de alguma recuperação, voltou a colaborar, como voluntário, com o Instituto Anchietano de Pesquisas e a prestar alguma assessoria em arqueologia de contrato.
André Luiz era pesquisador sério, defensor do patrimônio cultural e grande divulgador do mesmo. Era assíduo frequentador de congressos e reuniões de Arqueologia. Suas principais publicações encontram-se na Revista do CEPA, da UNISC, Santa Cruz do Sul, RS e em Anais.

            André Luiz era bom companheiro. Sua prematura partida deixa uma grande lacuna. 

Texto produzido por Pedro Ignácio Schmitz

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Balduíno Rambo


No dia 12 de setembro se completaram 55 anos da morte do Pe. Balduíno Rambo.
Falar de Rambo é emocionante, conhecer, conservar e preservar suas obras e coleção é um privilégio.
Balduíno Rambo era dotado de uma inteligência ímpar, com grande sensibilidade, disciplina e retilínea execução de seus projetos. Sua formação era em Humanidades, Filosofia e Teologia, mas tinha amplo interesse pela Ciência, o que lhe proporcionou subsídios para inúmeras atividades multidisciplinares, sempre sustentadas por extraordinária vivência espiritual.
Rambo, fundou o Herbarium Anchieta, no Colégio Anchieta, Porto Alegre de onde vem sua sigla (PACA = Porto Alegre Colégio Anchieta), em 1932. Em 1956, junto com um grupo de pesquisadores jesuítas fundou o Instituto Anchietano de Pesquisas que, atualmente, se encontra no Campus da UNISINOS, em São Leopoldo.
O Herbário, no momento de sua morte, aos 56 anos de idade, contava 65.000 exemplares, representando quase todas as espécies vegetais do Rio Grande do Sul conhecidas naquela época, e tudo perfeitamente classificado e devidamente fichado. Ele era o coletor, o preparador e o curador e, por isso, conhecia quase todas as plantas do estado e suas associações. A cada três meses ele revisava planta por planta, para os cuidados necessários de conservação. Para domínio de toda esta obra gigantesca, Pe. Rambo tinha uma pontualidade e organização que deixava a todos admirados.
Suas publicações botânicas começaram em 1932, juntamente com a fundação do Herbário. Até sua morte ele tinha publicado 40 trabalhos em diversas revistas científicas e. ainda deixou prontos 14 manuscritos, referentes a outras famílias do seu herbário. Para publicar todo o acervo ele calculava precisar mais 20 anos.
Uma das obras mais importantes de Rambo é a “Fisionomia do Rio Grande do Sul”, um tratado geral sobre a fisionomia do estado, que compreende os apontamentos e observações de dezenas de milhares de quilômetros viajados, de avião ou por terra. A obra é tão vasta e abrangente que um dia alguém achou impossível que um único homem tivesse feito todas estas observações.
Sua coleção está aos cuidados do Instituto Anchietano de Pesquisas/UNISINOS, junto com a de outros colegas. A coleção que hoje soma 140.000 exemplares está toda acessível on line

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Homenagem ao Padre Clemente José Steffen SJ

Padre Clemente José Steffen S.J. era sacerdote jesuíta. Nasceu em Santo Cristo, RS, em 14.09.1925 e faleceu em São Leopoldo, RS, em 14.04.2003.
Era Bacharel em História Natural e especialista em Fisiologia Vegetal e Ecologia.
Como professor da Universidade do Vale do Rio dos Sinos, dedicou sua vida aos alunos, aos colegas e à manutenção da ecologia do Campus Universitário.
Desde 1992 interessou-se pelas plantas medicinais: plantou-as num grande jardim, criou uma coleção de herbário, reuniu suas sementes e deu princípio a uma Farmácia Viva.
A partir de 2010 o Instituto Anchietano de Pesquisas se envolveu na continuidade do Projeto Plantas Medicinais.
Publicação:


Aquisição: envie e-mail para anchietano@unisinos.br